quarta-feira, 9 de setembro de 2009

K. KOTI

Quando a gente mente. Mente por bobagem. Diz que tem um ponto final, mas na verdade é uma vírgula. Fala que não quando faz o sim.
Mente porquê ama. Simples. E nunca teve coragem de dizer. Babaquice.
Quando você olha tá tudo revirado. Coração, cabeça, alma, físico.
Teus olhos não piscam quando ele passa. O cheiro dele fica preso no seu pescoço. Você sente as mãos dele no meio da noite. Mas é só sonho. Quando acorda, é só você.
Não importa, daquele jeito você nunca quis. "Eu não quero isso, seja lá o que isso for"
Cansou de migalhas, todas doces, mas muito amargas no final.
O preço que se pagava era alto demais. Não tenho mais um centavo da fortuna que eu tinha quando te conheci.
Não faço questão.
Sou um ser racional. Posso ser agora.
Vou fechar esse ciclo vicioso. A chave dessa porta é minha. Eu que abri.
E essa bagunça de sentimentos vai ficar lá dentro. Presa. Quando eu puder, entrego a chave à ele. E ele faça o que bem entender. Talvez jogue fora, com o resto dos amores frios e calculistas que pôde desenvolver ao longo de seus 29 anos.
Amém.


Confusão.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

é

Quando fica difícil de respirar. Quando todo ar parece pouco. Quando todo mundo parece igual à semana passada. Quando você anda sem destino algum, e, mesmo assim, se perde no caminho. Quando as pessoas te olham esperando uma resposta e você nem sabe a pergunta; e acha que anda muito louca pra poder perguntar "Qual é a pergunta, mesmo?"
E é só você que está nessa. E só você é responsável pela situação. E só você pode sair dela.
São os "nãos" que você não deu. São as coisas que você deveria ter decidido mais deixou pra decidir no dia seguinte; e esse dia nunca chegou.
São as pessoas que você anda, todas tolas demais com seus próprios umbigos.
São as coisas que você adquiriu. Nenhuma necessária para sua vida, todas tão inúteis quanto você.
São os prazeres sempre maiores que as razões.
São os vícios sempre melhores que a sanidade.
São as coisas sempre intensas demais que você mal pode lembrar depois.
São as situações que você se coloca e nunca sai.
São as culpas, todas de outras pessas, nunca suas.
E você sabe que é hora de mudar.
Mas, mudar o que, mesmo?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O último e só.

Terminou como começou. Aquele ar de que nada vai dar em nada. Rarefeito.
Tua respiração nas minhas costas. Tuas mãos segurando minha cintura.
Teus beijos na minha nuca, e eu fiquei nua. Naquele quarto à luz de vela. Naquela cama com cheiro de você.
Naquele silêncio nosso. Nossos clichês tão bem definidos. Nossos defeitos tão conhecidos.
Eu sei que eu suei. Você então fazia questão de cheirar meu suor. Beijar meus seios, segurar a minha mão. Enquanto fazíamos da última, a melhor.
Devagar, um ouvindo o outro. De olhos fechados. E quando abríamos, víamos um ao outro. Como espelho.
Senti você me abraçando, senti teu suor. Senti você inteiro. Me dei por inteira também. Tudo para te receber. O nosso sexo. O último e o melhor.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O que sobrou de você foi o seu sorriso de bêbado, seu olhar de quem queria. Sua tentativa de me tocar. E eu gritava: "Não encosta em mim".

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Saber que estamos. Entre todas as coisas, estamos. Entre tantas pessoas, estamos. Isso já me faz feliz. Mas ainda não me parece satisfazer, sabe?
Daí ontem você vira pra mim e fala: "Tenho um problema". Eu já sabia o que vinha, eu conheço o teus olhos infinitos, sei quando você faz as coisas sem pensar e depois fica se culpando.
E não esperou muito, não, simplesmente vomitou que tinha ficado com alguém.
Eu não sei. Subiu de novo aquele gosto de sangue na minha boca, gosto de raiva. Saí, fui pro outro ambiente do bar, se não eu sabia que meu lado alemão não ia se aguentar, e era capaz mesmo de tentar te machucar, pra devolver a dor.
Você foi atrás, me deu um beijo suave, falou que gostava de mim, que tava se sentindo mal.
Aí eu não quero. Não sei.
Fico na dúvida.
Essa dúvida que você coloca em mim que nunca ninguém colocou.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Para você que foi, um recado.

Olha, eu não sou garota de ficar dando aí pra qualquer um, mas sexo é uma necessidade FISIOLÓGICA, entende? E pra mim, muito mais FISIOLÓGICA do que para os outros, posso te dar certeza disso.
Por isso, volte logo da sua viagem interminável antes que eu pegue qualquer um aí na rua.

Isso FOI uma ameaça.

Att

Laura

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quando você viaja

Quando você viaja fica um pouco silencioso aqui dentro de mim. Quando você viaja, o sol chega na nossa janela meio diferente, meio desbotado. Quando você viaja o seu gato não vem me dar oi. Quando você viaja as pessoas ficam tão sem graça. Quando você viaja a cerveja fica um pouco mais aguada. Quando você viaja o seu cheiro no travesseiro vai ficando fraco e amargo... Quando você viaja eu me alimento mal, porque não tem ninguém que fique preocupado com isso. Quando você viaja eu me perco na hora, no tempo, nos lugares. Quando você viaja páro de sonhar à noite. Quando você viaja o vento que sopra fica tão frio... Quando você viaja eu fico me perguntando o que tá faltando na minha vida, e quase nunca percebo que é você.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Só quando acorda

Acordei com o teu gosto. Levantei, vesti tua camiseta e fui ao banheiro. Fiquei lá, uma meia-hora me olhando no teu espelho. Meus olhos borrados, meus cabelos meio desarrumados "como você fica bonita assim", você sempre fala quando acordo. Meus pés gelados no chão cinza, unhas pintadas de vermelho. Duas escovas de dentes dentro do potinho "pode ser que ele tenha esquecido de jogar uma fora... as duas podem ser dele..." pensei, insistindo no erro de pensar que pode ser... sei lá. Pode ser.

Voltei e você dormia. Fui deitando devagar, pra não te acordar. Não me mexia na cama. Fiquei olhando pro teto ouvindo sua respiração. Senti teus pés procurando os meus. Depois, você me abraçou. Encostou o nariz no meu ouvido "carinho de gato".

Dormimos ouvindo o som da chuva. Romântico. Acordei com você tocando sua viola caipira, três acordes doces. Suaves. Me beijou no rosto. "Você fica linda quando acorda".

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Tô querendo te beijar hoje" e ele responde "Demais".
não sei o que eu perdi nessa semana pq ele tá tão bonzinho comigo.
mas tb não vou fazer perguntas.

E, como diria os sabonetes: "Deixa o improvável acontecer
e amanhã a gente vê o que fazer".

é, ... por aí.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

o pq do nome, e não me perguntem mais.

O nome desse blog se deve à uma música de uma banda de Curitiba chamada SABONETES [www.myspace.com/sabonetes] que uma amiga mandou o cd ano passado e eu achei bom.
É que me perguntaram o pq desse nome e só pra eu não ter que ficar RESPONDENDO SEMPRE. (pq não tem coisa que me irrita mais do que perguntas IGUAIS sempre)

pela atenção, obrigada

[aguardo recompensa em dinheiro dos meninos dos sabonetes pelo link do myspace que eu coloquei aqui, sabe-como-é, meu BLOG é super visitado e isso vai reverter em visitas tb pro myspace de vocês.]

terça-feira, 23 de junho de 2009

GRAVITESTE

E a gente fazendo contas. "Qual foi a última vez que transamos sem camisinha, mesmo?" Com a caixinha rosa escrito GRAVITESTE na mão esquerda, a outra batendo insistentemente na mesinha de cabeceira, como se fosse uma bateria. "Mas naquele dia... dia 11, a gente nem bebeu pra ter transado sem camisinha" Como se fosse a única variável para tal. Como se fosse.

Depois de ler e reler aquele MANUAL para o teste de gravidez, ele pergunta: "Você tá com vontade de fazer xixi?" E, depois da resposta negativa com a cabeça, ele afirma, como se tivesse descoberto o fogo: "Então precisa tomar bastante água"

E, durante os copos de água, o silêncio foi ficando irritante. Ele colocou um blues pra tocar, mas logo riu baixinho e falou: "Não combina" Como se alguma coisa combinasse.
Os dois, sentados lado-a-lado no sofá. Um não encostava no outro. De novo silêncio. Esse, ambos perceberam que não podia ser quebrado.

Ouviu o estrondo de um trovão. Só a natureza podia quebra-lo, mesmo.
A chuva começou a cair desesperadamente. E foi também desesperadamente que pingava ao lado do sofá. Nenhum dos dois pode levantar pra colocar a panela no lugar da goteira.

Ele olhou pra ela: "Parece filme de terror".
Ele encostou o nariz na orelha dela, como sempre fazia, "carinho de gato". Ela não se moveu.

"E se nós tivéssemos...?" Não terminou a frase. Não diria a palavra. Nenhuma.
Os olhos "cor-de-infinito" que ela tanto falava que ele tinha ficou só observando as mãos dela. Não notou que teria que responder.
Ela achou que era "Não".

"Vou fazer xixi".
Segurou forte o que parecia um termômetro desses de marcar a temperatura do corpo.
Ela nem fechou o zíper e ele já tava gritando, perguntando o que tinha. Uma ou duas listras?
Três minutos de espera. Os dois sentados na cama, encurvados sobre o "termômetro" que mediria o tamanho da cagada.
"Uma."
"Será que ainda pode mudar?"
"Hi, mas tô vendo outra ali, bem apagadinha"
"CARA. TÁ APARECENDO A OUTRA."
"Ai, não."
"Brincadeeeeira"

Um beijo. "Recompensa", ele diz.
Os olhos cor-de-infinito dizem mais.

sexta-feira, 20 de março de 2009

"Pra eternidade a nossa saudade
Brotando em seus olhos
Pedindo perdão"
Anacrônica

[para meu eterno grande amor]
Quando todas as frases que você diz parece que vão ser interpretadas como ironia.

quinta-feira, 19 de março de 2009

#1

Ele fechava os olhos e fazia o mesmo movimento que o pai dele faria se estivesse na mesma situação. Como se pudesse prever. Como se prevesse por detrás daqueles óculos grandes e antigos. Anos 60. Tudo naquela casa cherava a anos 60. O objeto mais novo era uma geladeira recém-comprada que ainda não tinha sido tirada de dentro da caixa de papelão.
Tudo que era novo era desprezado, desrespeitado.
"Tudo que era..." - a tentativa de um pensamento lógico, interrompido pelo pingo d´agua que caia na pia do banheiro.
"Tudo que eu não quero que faça parte de mim, faz", disse rápido e logo riu da própria frase sem nexo e tão solta.

O pé de jabuticaba balançava com o vento forte. Talvez chuva.
Agora era isso que chamava a atenção dele.
Mudava de objetivo como quem muda de... como quem muda de amores.
Todos densos, todos vividos como se fossem os únicos e últimos.

Agora o que fazia barulho era o portão da casa do vizinho.
Barulho de coisa enferrujada. Barulho de coisa gasta, usada. Barulho de coisa esquecida.

Todos os barulhos tão próximos. Parecia que podia segura-los nas mãos e... talvez não.

(continua)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Almodóvar

Tô me sentindo num filme de Almodóvar. Muito vermelho. Muito exagero. Muita traição. E daí que eu descobri que vermelho é “a primeira cor no espectro de luz, a de maior freqüência (Hz) e a primeira a chegar aos olhos”. Ponto. Não que tenha a ver. Não que não tenha.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Passa pra mim o pão e o requeijão?
Obrigada.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Que bosta.
Falar as coisas meique sem querer e descobrir que você não deveria ter falado.
"Eu sempre falo muito", eu disse ontem. E falo mesmo.
"Ai, cagada", pensei quando virei a rua da casa dele.

Agora foi.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Começa com A

Impressionante como eu consigo cagar com tudo em menos de vinte minutos.
Impressionante como eu ACHO que tenho CERTEZA e às vezes me deparo com uma ideia estranha e poft. não acho mais nada.
Impressionante como ela sabe qual será meu próximo ato, mesmo sem eu ter a consciência dele.
Impressionante.
Ontem foi o dia das ameaças.
"Nunca mais quero te ver"
Antes de ontem foi o dia das descobertas
"Você ainda gosta dela"
E hoje eu me sinto mais sozinha e com um gosto amargo de uísque na boca. Mas não é uísque, se fosse, eu não estaria reclamando.
Ah, parei de reclamar também.
Dá licença que eu vou viver. [/piegas]

beijotchau

segunda-feira, 2 de março de 2009

Crescente

Dormi.
Acordei com você beijando meu rosto e me cobrindo com um leçol branco com cheiro de orquídea.
Passava um filme japonês - que você adora. Eu virei pro lado que você estava e senti você me observando. Abri de novo meus olhos, e os seus estavam observando demoradamente meus lábios, e depois me olhou dentro dos meus olhos, como quem tem tempo suficiente pra notar todas as minhas características, todas os meus defeitos e todas as minhas belezas.

Estava quase amanhecendo, o céu estava lindo, e a gente tinha percebido que umas três vezes a Lua fazia parte da nossa noite. Você me perguntou como era o nome daquela fase, eu fingia saber e entender e respondi algo como "crescente".

E o teu carinho de gato - quando só toca o seu nariz no meu ouvido, sem beijar ou fazer outra coisa - me deixava quase apaixonada.
Eu que estava vacinada contra isso.
Eu que não me apaixonava há tanto tempo.
Eu que não acreditava em sentimentos.
Me enganei.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Deu o que deu.
E que pare por aí.
Beijos, abraços e carinhos de quem um dia me roubou. Não, não é força de expressão.
É que eu costumo ver os fantasmas voltarem sempre. E dou uma de boazinha - e sempre me ferro.
Só sei que serviu pra tomar decisões. Não, não quero ela. Nem a outra, muito menos essa.
Quero ficar sozinha.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pronto.
E aqui estou eu.
Com um copo de conhaque na mão às três horas da madrugada pensando em você e no seu jeito irresistível de me dizer "não".
E como as coisas acontecem?
Eu fui traída, disse que não queria mais - e não queria mesmo - e você mudou de lado, se revoltou e conseguiu ficar como vítima.
Vítima da minha carência, talvez. Mas não da situação. Que fique claro.
Claro podia ser agora, podia estar sol e eu podia estar na praia. Longe de você e dessas baboseiras todas.
Longe do meu sentimento de querer mais do que tenho.
Nunca tive. Você sempre foi de outra pessoa. Eu sempre soube. Mas pensei que ia se divertir comigo e só. Mas só comigo, entende?
Não, não entende e nem faz questão de entender.

[Esse conhaque me faz bem.]

Egoísta é você.
Eu só queria ter um pouco. De você.
Com todas essas coisas acontecendo aí fora; você deve estar em um desses bares sujos ganhando vodka de alguém e eu aqui, na minha cama fria com essa luz filhadumaputa tentando enchergar o que eu escrevo no meu caderno de oitava série. E meu lápis sempre quebra bem na hora que vou escrever aquela frase de impacto.

[bosta]

As situações todas conspirando contra a gente e a gente tentando. Tentando. Uma hora não ia dar certo.
E daí que esses dias ouvi alguém falando assim: "Vocês nunca vão dar certo, a cada segundo vocês têm três discussões", eu respondi: "A gente JÁ deu certo, beibe. Só não precisa dar certo pra sempre, se não enjooa, enche o saco e o sexo fica romântico."
Aí está. Não quero que dê certo pra sempre.
Eu quero que dê certo quando a gente se encontra.
E em todas as vezes deu certo.

[dois goles no conhaque.]

Tomar porre de conhaque em casa é uma das piores coisas na vida. Mas amanhã é sexta.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Primeiro e último capítulo

- Porquê é sempre desse jeito?

Ela se levantou ainda embriagada, meio dormindo, meio acordada e respondeu de canto de boca:

- Que jeito?

- Esse meu jeito de amar, sem carinhos... você sempre reclamou tanto. - respondeu ela, colocando o copo com três cubos de gelo, vodka e um pedaço de limão SEM SER ESPREMIDO,em cima do criado-mudo, ao lado da cama.

- Não sei, não faça perguntas dos teus problemas pra mim.

O silêncio foi ficando grande demais, até ela se lembrar do drink e começar a mexer com a ponta dos dedos o gelo, que demoradamente ia se tornando parte da vodka gelada.
Na televisão, alguma banda tocava músicas acústicas e a voz do apresentador era irritante naquela tarde com cheiro de ressaca.

Enquanto uma pegava no sono, a outra olhava as unhas vermelhas descascadas e mexia com os pés no ritmo da música que ainda tocava na tevê. Até ouvir a reclamação de “me deixe dormir e pare de mexer com o pé”
E era sempre assim, o que ela pedia, a outra fazia com carinho e atenção. Às vezes ela pensava se tudo que fazia era importante mesmo, e se levar bebida e cigarros pra bêbada em casa as sete da manhã seria retribuído de alguma forma. “Estou sem sexo a duas semanas”, ela lembrou. Esse era um dado importante: sexo era essencial para ela, e nem isso lhe era dado em troca das cervejas e dos cigarros. Fazer tudo esperando algo em troca era o grande problema dela.

E ela sempre achava que seria ela que daria um ponto final naquele relacionamento. Mas o pensamento de “só mais hoje”, “mas essa noite”, “tá tão divertido”, sempre fazia a decisão ser adiada. E já se passavam dois meses.
Foi noutra noite que ficou sabendo que ela havia ficado com a ex namorada. Tudo bem se fosse outra pessoa – “o desejo sempre vêm, e eu também beijaria outra pessoa se estivesse no clima e sem ela”, mas foi a ex. Entende? Já tinham conversado sobre, e tudo tinha ficado claro: com e ex, não podia.
Mas foi. E querem saber? Ela duvidava que se não tivesse descoberto, ficaria sabendo da boca de quem beijou.

E assim acabou. Acabou a diversão. Acabou o romance. Acabou o sexo. Acabou o que mais poderia existir.
Sem perceber, foi- se esvaindo. E o ponto final foi um beijo. Dado na pessoa errada. Ou na pessoa certa. Depende de como se vê.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

e eu de novo acordei ao lado dela. Antes de ir embora, falei "vc sempre é assim, tudo que vc quer, consegue?" Claro que a resposta foi positiva. Acelerei o carro e fui embora. Feliz da vida.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Coisas boas

150 reais para gastar com drogas; cartão de crédito LIBERADO de novo; cinco convites quase irrecusáveis; cerveja bem gelada te aguardando em casa; promoção no salão de beleza;
e eu não preciso de mais nada pra ser feliz hoje.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Me convença de que isso tudo vale a pena.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Não. Não fiz pra chamar atenção. Eu já chamo atenção por natureza, honey.
Se te incomoda que eu fique com outras pessoas, o problema já não é meu. Quem não me quis foi você. Quem tinha dúvidas era você.

Esperei quase dois meses. Te levei cigarros, bebidas e comida. Cuidei das suas insônias, ressacas e bebedeiras. Zelei pelo teu sono, enquanto podia estar me divertindo.

Fiz as escolhas certas, afinal, foi tudo delicioso. Mas acabou. Você acabou com tudo e ainda acha - e se sente no direito - de falar que eu faço as coisas para chamar tua atenção? Você realmente acha que isso AINDA me diverte? Não, beibe. Já me diverti vendo seu ciúme. Já achei graça de você me ver com outras pessoas. Hoje só isso não me diverte mais.

E se eu beijo alguém, pode acreditar, é porquê O FATO DE BEIJAR ALGUÉM ME DIVERTE. Não tem mais nada a ver com você. Eu poderia estar beijando a pessoa no meu carro, escondida, mas achei RIDÍCULO demais. Não preciso disso.

Quem ainda não aceitou o que acabou (acabou? VOCÊ nem deixou começar)foi você. E se vire com esse sentimento que VOCÊ CRIOU.

[Pra mim, tá tudo resolvido. Sou uma mulher SOLTEIRA, e como tal, posso beijar e dar pra quem eu bem entender. E isso não impede minha amizade com você, beibe]
___________________________
"Vida passa e eu conheço bem
Seu sorriso sem graça
De insatisfação
Mas olhe nos meus olhos
Segure as minhas mãos
Enquanto um adeus
Acalma o coração"
Anacrônica

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Imprestável

"Adeus, imprestável.
Que o dia fique mais limpo sem você.
Que as noites sejam mais longas e duradouras,
Que o sono seja eterno.

Tanto pra mim,
como pra você.

Que o perdão que mora ao lado receba e perceba
O carinho de quem nunca viu
Sentiu
e agora adormece,
às vezes distante do abraço.

Tanto pra mim,
como pra você.

O seu chão de histórias divertidas
o meu, cheio de homens,
que todas sejam tardias e esquecidas

Tanto pra mim,
como pra você.

Que o egoísmo te encontre
e todas as vezes fuja
de mim
e de você, imprestável."