Acordei com o teu gosto. Levantei, vesti tua camiseta e fui ao banheiro. Fiquei lá, uma meia-hora me olhando no teu espelho. Meus olhos borrados, meus cabelos meio desarrumados "como você fica bonita assim", você sempre fala quando acordo. Meus pés gelados no chão cinza, unhas pintadas de vermelho. Duas escovas de dentes dentro do potinho "pode ser que ele tenha esquecido de jogar uma fora... as duas podem ser dele..." pensei, insistindo no erro de pensar que pode ser... sei lá. Pode ser.
Voltei e você dormia. Fui deitando devagar, pra não te acordar. Não me mexia na cama. Fiquei olhando pro teto ouvindo sua respiração. Senti teus pés procurando os meus. Depois, você me abraçou. Encostou o nariz no meu ouvido "carinho de gato".
Dormimos ouvindo o som da chuva. Romântico. Acordei com você tocando sua viola caipira, três acordes doces. Suaves. Me beijou no rosto. "Você fica linda quando acorda".
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
o pq do nome, e não me perguntem mais.
O nome desse blog se deve à uma música de uma banda de Curitiba chamada SABONETES [www.myspace.com/sabonetes] que uma amiga mandou o cd ano passado e eu achei bom.
É que me perguntaram o pq desse nome e só pra eu não ter que ficar RESPONDENDO SEMPRE. (pq não tem coisa que me irrita mais do que perguntas IGUAIS sempre)
pela atenção, obrigada
[aguardo recompensa em dinheiro dos meninos dos sabonetes pelo link do myspace que eu coloquei aqui, sabe-como-é, meu BLOG é super visitado e isso vai reverter em visitas tb pro myspace de vocês.]
É que me perguntaram o pq desse nome e só pra eu não ter que ficar RESPONDENDO SEMPRE. (pq não tem coisa que me irrita mais do que perguntas IGUAIS sempre)
pela atenção, obrigada
[aguardo recompensa em dinheiro dos meninos dos sabonetes pelo link do myspace que eu coloquei aqui, sabe-como-é, meu BLOG é super visitado e isso vai reverter em visitas tb pro myspace de vocês.]
terça-feira, 23 de junho de 2009
GRAVITESTE
E a gente fazendo contas. "Qual foi a última vez que transamos sem camisinha, mesmo?" Com a caixinha rosa escrito GRAVITESTE na mão esquerda, a outra batendo insistentemente na mesinha de cabeceira, como se fosse uma bateria. "Mas naquele dia... dia 11, a gente nem bebeu pra ter transado sem camisinha" Como se fosse a única variável para tal. Como se fosse.
Depois de ler e reler aquele MANUAL para o teste de gravidez, ele pergunta: "Você tá com vontade de fazer xixi?" E, depois da resposta negativa com a cabeça, ele afirma, como se tivesse descoberto o fogo: "Então precisa tomar bastante água"
E, durante os copos de água, o silêncio foi ficando irritante. Ele colocou um blues pra tocar, mas logo riu baixinho e falou: "Não combina" Como se alguma coisa combinasse.
Os dois, sentados lado-a-lado no sofá. Um não encostava no outro. De novo silêncio. Esse, ambos perceberam que não podia ser quebrado.
Ouviu o estrondo de um trovão. Só a natureza podia quebra-lo, mesmo.
A chuva começou a cair desesperadamente. E foi também desesperadamente que pingava ao lado do sofá. Nenhum dos dois pode levantar pra colocar a panela no lugar da goteira.
Ele olhou pra ela: "Parece filme de terror".
Ele encostou o nariz na orelha dela, como sempre fazia, "carinho de gato". Ela não se moveu.
"E se nós tivéssemos...?" Não terminou a frase. Não diria a palavra. Nenhuma.
Os olhos "cor-de-infinito" que ela tanto falava que ele tinha ficou só observando as mãos dela. Não notou que teria que responder.
Ela achou que era "Não".
"Vou fazer xixi".
Segurou forte o que parecia um termômetro desses de marcar a temperatura do corpo.
Ela nem fechou o zíper e ele já tava gritando, perguntando o que tinha. Uma ou duas listras?
Três minutos de espera. Os dois sentados na cama, encurvados sobre o "termômetro" que mediria o tamanho da cagada.
"Uma."
"Será que ainda pode mudar?"
"Hi, mas tô vendo outra ali, bem apagadinha"
"CARA. TÁ APARECENDO A OUTRA."
"Ai, não."
"Brincadeeeeira"
Um beijo. "Recompensa", ele diz.
Os olhos cor-de-infinito dizem mais.
Depois de ler e reler aquele MANUAL para o teste de gravidez, ele pergunta: "Você tá com vontade de fazer xixi?" E, depois da resposta negativa com a cabeça, ele afirma, como se tivesse descoberto o fogo: "Então precisa tomar bastante água"
E, durante os copos de água, o silêncio foi ficando irritante. Ele colocou um blues pra tocar, mas logo riu baixinho e falou: "Não combina" Como se alguma coisa combinasse.
Os dois, sentados lado-a-lado no sofá. Um não encostava no outro. De novo silêncio. Esse, ambos perceberam que não podia ser quebrado.
Ouviu o estrondo de um trovão. Só a natureza podia quebra-lo, mesmo.
A chuva começou a cair desesperadamente. E foi também desesperadamente que pingava ao lado do sofá. Nenhum dos dois pode levantar pra colocar a panela no lugar da goteira.
Ele olhou pra ela: "Parece filme de terror".
Ele encostou o nariz na orelha dela, como sempre fazia, "carinho de gato". Ela não se moveu.
"E se nós tivéssemos...?" Não terminou a frase. Não diria a palavra. Nenhuma.
Os olhos "cor-de-infinito" que ela tanto falava que ele tinha ficou só observando as mãos dela. Não notou que teria que responder.
Ela achou que era "Não".
"Vou fazer xixi".
Segurou forte o que parecia um termômetro desses de marcar a temperatura do corpo.
Ela nem fechou o zíper e ele já tava gritando, perguntando o que tinha. Uma ou duas listras?
Três minutos de espera. Os dois sentados na cama, encurvados sobre o "termômetro" que mediria o tamanho da cagada.
"Uma."
"Será que ainda pode mudar?"
"Hi, mas tô vendo outra ali, bem apagadinha"
"CARA. TÁ APARECENDO A OUTRA."
"Ai, não."
"Brincadeeeeira"
Um beijo. "Recompensa", ele diz.
Os olhos cor-de-infinito dizem mais.
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