sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Deu o que deu.
E que pare por aí.
Beijos, abraços e carinhos de quem um dia me roubou. Não, não é força de expressão.
É que eu costumo ver os fantasmas voltarem sempre. E dou uma de boazinha - e sempre me ferro.
Só sei que serviu pra tomar decisões. Não, não quero ela. Nem a outra, muito menos essa.
Quero ficar sozinha.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pronto.
E aqui estou eu.
Com um copo de conhaque na mão às três horas da madrugada pensando em você e no seu jeito irresistível de me dizer "não".
E como as coisas acontecem?
Eu fui traída, disse que não queria mais - e não queria mesmo - e você mudou de lado, se revoltou e conseguiu ficar como vítima.
Vítima da minha carência, talvez. Mas não da situação. Que fique claro.
Claro podia ser agora, podia estar sol e eu podia estar na praia. Longe de você e dessas baboseiras todas.
Longe do meu sentimento de querer mais do que tenho.
Nunca tive. Você sempre foi de outra pessoa. Eu sempre soube. Mas pensei que ia se divertir comigo e só. Mas só comigo, entende?
Não, não entende e nem faz questão de entender.

[Esse conhaque me faz bem.]

Egoísta é você.
Eu só queria ter um pouco. De você.
Com todas essas coisas acontecendo aí fora; você deve estar em um desses bares sujos ganhando vodka de alguém e eu aqui, na minha cama fria com essa luz filhadumaputa tentando enchergar o que eu escrevo no meu caderno de oitava série. E meu lápis sempre quebra bem na hora que vou escrever aquela frase de impacto.

[bosta]

As situações todas conspirando contra a gente e a gente tentando. Tentando. Uma hora não ia dar certo.
E daí que esses dias ouvi alguém falando assim: "Vocês nunca vão dar certo, a cada segundo vocês têm três discussões", eu respondi: "A gente JÁ deu certo, beibe. Só não precisa dar certo pra sempre, se não enjooa, enche o saco e o sexo fica romântico."
Aí está. Não quero que dê certo pra sempre.
Eu quero que dê certo quando a gente se encontra.
E em todas as vezes deu certo.

[dois goles no conhaque.]

Tomar porre de conhaque em casa é uma das piores coisas na vida. Mas amanhã é sexta.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Primeiro e último capítulo

- Porquê é sempre desse jeito?

Ela se levantou ainda embriagada, meio dormindo, meio acordada e respondeu de canto de boca:

- Que jeito?

- Esse meu jeito de amar, sem carinhos... você sempre reclamou tanto. - respondeu ela, colocando o copo com três cubos de gelo, vodka e um pedaço de limão SEM SER ESPREMIDO,em cima do criado-mudo, ao lado da cama.

- Não sei, não faça perguntas dos teus problemas pra mim.

O silêncio foi ficando grande demais, até ela se lembrar do drink e começar a mexer com a ponta dos dedos o gelo, que demoradamente ia se tornando parte da vodka gelada.
Na televisão, alguma banda tocava músicas acústicas e a voz do apresentador era irritante naquela tarde com cheiro de ressaca.

Enquanto uma pegava no sono, a outra olhava as unhas vermelhas descascadas e mexia com os pés no ritmo da música que ainda tocava na tevê. Até ouvir a reclamação de “me deixe dormir e pare de mexer com o pé”
E era sempre assim, o que ela pedia, a outra fazia com carinho e atenção. Às vezes ela pensava se tudo que fazia era importante mesmo, e se levar bebida e cigarros pra bêbada em casa as sete da manhã seria retribuído de alguma forma. “Estou sem sexo a duas semanas”, ela lembrou. Esse era um dado importante: sexo era essencial para ela, e nem isso lhe era dado em troca das cervejas e dos cigarros. Fazer tudo esperando algo em troca era o grande problema dela.

E ela sempre achava que seria ela que daria um ponto final naquele relacionamento. Mas o pensamento de “só mais hoje”, “mas essa noite”, “tá tão divertido”, sempre fazia a decisão ser adiada. E já se passavam dois meses.
Foi noutra noite que ficou sabendo que ela havia ficado com a ex namorada. Tudo bem se fosse outra pessoa – “o desejo sempre vêm, e eu também beijaria outra pessoa se estivesse no clima e sem ela”, mas foi a ex. Entende? Já tinham conversado sobre, e tudo tinha ficado claro: com e ex, não podia.
Mas foi. E querem saber? Ela duvidava que se não tivesse descoberto, ficaria sabendo da boca de quem beijou.

E assim acabou. Acabou a diversão. Acabou o romance. Acabou o sexo. Acabou o que mais poderia existir.
Sem perceber, foi- se esvaindo. E o ponto final foi um beijo. Dado na pessoa errada. Ou na pessoa certa. Depende de como se vê.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

e eu de novo acordei ao lado dela. Antes de ir embora, falei "vc sempre é assim, tudo que vc quer, consegue?" Claro que a resposta foi positiva. Acelerei o carro e fui embora. Feliz da vida.