Pronto.
E aqui estou eu.
Com um copo de conhaque na mão às três horas da madrugada pensando em você e no seu jeito irresistível de me dizer "não".
E como as coisas acontecem?
Eu fui traída, disse que não queria mais - e não queria mesmo - e você mudou de lado, se revoltou e conseguiu ficar como vítima.
Vítima da minha carência, talvez. Mas não da situação. Que fique claro.
Claro podia ser agora, podia estar sol e eu podia estar na praia. Longe de você e dessas baboseiras todas.
Longe do meu sentimento de querer mais do que tenho.
Nunca tive. Você sempre foi de outra pessoa. Eu sempre soube. Mas pensei que ia se divertir comigo e só. Mas só comigo, entende?
Não, não entende e nem faz questão de entender.
[Esse conhaque me faz bem.]
Egoísta é você.
Eu só queria ter um pouco. De você.
Com todas essas coisas acontecendo aí fora; você deve estar em um desses bares sujos ganhando vodka de alguém e eu aqui, na minha cama fria com essa luz filhadumaputa tentando enchergar o que eu escrevo no meu caderno de oitava série. E meu lápis sempre quebra bem na hora que vou escrever aquela frase de impacto.
[bosta]
As situações todas conspirando contra a gente e a gente tentando. Tentando. Uma hora não ia dar certo.
E daí que esses dias ouvi alguém falando assim: "Vocês nunca vão dar certo, a cada segundo vocês têm três discussões", eu respondi: "A gente JÁ deu certo, beibe. Só não precisa dar certo pra sempre, se não enjooa, enche o saco e o sexo fica romântico."
Aí está. Não quero que dê certo pra sempre.
Eu quero que dê certo quando a gente se encontra.
E em todas as vezes deu certo.
[dois goles no conhaque.]
Tomar porre de conhaque em casa é uma das piores coisas na vida. Mas amanhã é sexta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário