Você me perguntou se eu ia escrever sobre isso. "Sobre isso o que?" "Sobre a gente ter gozado a primeira vez juntos". Eu não sei se eu entendi a pergunta. Fiquei silenciosa, olhando para os peixinhos alaranjados que nadavam meio atormentados porque uma mariposa havia caído no aquário.
Eu não sei se também fazia sentido pra mim.
Talvez você também estivesse confuso. Por que você está se doando mais do que se doou nesse último ano? Não sei se era uma pergunta ou uma afirmação. Porque você está se doando mais do que se doou nesse último ano.
Eu acho que, de alguma maneira, eu havia cansado de ser romântica. Virei meio "topa tudo". Não sei também o quanto me fazia bem. Se me fazia bem.
"Eu tenho que emagrecer dois quilos", você disse.
Eu retruquei, falando que o nosso namoro engordava a gente. Tantos jantares, almoços, pipocas, ...
"Nosso neo namoro", você se lembrou de colocar a distância. A sua ditância necessária.
Acho que não me incomodei dessa vez.
Que seja a palavra que você queira.
Que seja do jeito que você pretende.
Tantas vezes me vi perdendo por tentar o que eu não tenho.
Quando ela tira o vestido
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
K. KOTI
Quando a gente mente. Mente por bobagem. Diz que tem um ponto final, mas na verdade é uma vírgula. Fala que não quando faz o sim.
Mente porquê ama. Simples. E nunca teve coragem de dizer. Babaquice.
Quando você olha tá tudo revirado. Coração, cabeça, alma, físico.
Teus olhos não piscam quando ele passa. O cheiro dele fica preso no seu pescoço. Você sente as mãos dele no meio da noite. Mas é só sonho. Quando acorda, é só você.
Não importa, daquele jeito você nunca quis. "Eu não quero isso, seja lá o que isso for"
Cansou de migalhas, todas doces, mas muito amargas no final.
O preço que se pagava era alto demais. Não tenho mais um centavo da fortuna que eu tinha quando te conheci.
Não faço questão.
Sou um ser racional. Posso ser agora.
Vou fechar esse ciclo vicioso. A chave dessa porta é minha. Eu que abri.
E essa bagunça de sentimentos vai ficar lá dentro. Presa. Quando eu puder, entrego a chave à ele. E ele faça o que bem entender. Talvez jogue fora, com o resto dos amores frios e calculistas que pôde desenvolver ao longo de seus 29 anos.
Amém.
Confusão.
Mente porquê ama. Simples. E nunca teve coragem de dizer. Babaquice.
Quando você olha tá tudo revirado. Coração, cabeça, alma, físico.
Teus olhos não piscam quando ele passa. O cheiro dele fica preso no seu pescoço. Você sente as mãos dele no meio da noite. Mas é só sonho. Quando acorda, é só você.
Não importa, daquele jeito você nunca quis. "Eu não quero isso, seja lá o que isso for"
Cansou de migalhas, todas doces, mas muito amargas no final.
O preço que se pagava era alto demais. Não tenho mais um centavo da fortuna que eu tinha quando te conheci.
Não faço questão.
Sou um ser racional. Posso ser agora.
Vou fechar esse ciclo vicioso. A chave dessa porta é minha. Eu que abri.
E essa bagunça de sentimentos vai ficar lá dentro. Presa. Quando eu puder, entrego a chave à ele. E ele faça o que bem entender. Talvez jogue fora, com o resto dos amores frios e calculistas que pôde desenvolver ao longo de seus 29 anos.
Amém.
Confusão.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
é
Quando fica difícil de respirar. Quando todo ar parece pouco. Quando todo mundo parece igual à semana passada. Quando você anda sem destino algum, e, mesmo assim, se perde no caminho. Quando as pessoas te olham esperando uma resposta e você nem sabe a pergunta; e acha que anda muito louca pra poder perguntar "Qual é a pergunta, mesmo?"
E é só você que está nessa. E só você é responsável pela situação. E só você pode sair dela.
São os "nãos" que você não deu. São as coisas que você deveria ter decidido mais deixou pra decidir no dia seguinte; e esse dia nunca chegou.
São as pessoas que você anda, todas tolas demais com seus próprios umbigos.
São as coisas que você adquiriu. Nenhuma necessária para sua vida, todas tão inúteis quanto você.
São os prazeres sempre maiores que as razões.
São os vícios sempre melhores que a sanidade.
São as coisas sempre intensas demais que você mal pode lembrar depois.
São as situações que você se coloca e nunca sai.
São as culpas, todas de outras pessas, nunca suas.
E você sabe que é hora de mudar.
Mas, mudar o que, mesmo?
E é só você que está nessa. E só você é responsável pela situação. E só você pode sair dela.
São os "nãos" que você não deu. São as coisas que você deveria ter decidido mais deixou pra decidir no dia seguinte; e esse dia nunca chegou.
São as pessoas que você anda, todas tolas demais com seus próprios umbigos.
São as coisas que você adquiriu. Nenhuma necessária para sua vida, todas tão inúteis quanto você.
São os prazeres sempre maiores que as razões.
São os vícios sempre melhores que a sanidade.
São as coisas sempre intensas demais que você mal pode lembrar depois.
São as situações que você se coloca e nunca sai.
São as culpas, todas de outras pessas, nunca suas.
E você sabe que é hora de mudar.
Mas, mudar o que, mesmo?
sexta-feira, 24 de julho de 2009
O último e só.
Terminou como começou. Aquele ar de que nada vai dar em nada. Rarefeito.
Tua respiração nas minhas costas. Tuas mãos segurando minha cintura.
Teus beijos na minha nuca, e eu fiquei nua. Naquele quarto à luz de vela. Naquela cama com cheiro de você.
Naquele silêncio nosso. Nossos clichês tão bem definidos. Nossos defeitos tão conhecidos.
Eu sei que eu suei. Você então fazia questão de cheirar meu suor. Beijar meus seios, segurar a minha mão. Enquanto fazíamos da última, a melhor.
Devagar, um ouvindo o outro. De olhos fechados. E quando abríamos, víamos um ao outro. Como espelho.
Senti você me abraçando, senti teu suor. Senti você inteiro. Me dei por inteira também. Tudo para te receber. O nosso sexo. O último e o melhor.
Tua respiração nas minhas costas. Tuas mãos segurando minha cintura.
Teus beijos na minha nuca, e eu fiquei nua. Naquele quarto à luz de vela. Naquela cama com cheiro de você.
Naquele silêncio nosso. Nossos clichês tão bem definidos. Nossos defeitos tão conhecidos.
Eu sei que eu suei. Você então fazia questão de cheirar meu suor. Beijar meus seios, segurar a minha mão. Enquanto fazíamos da última, a melhor.
Devagar, um ouvindo o outro. De olhos fechados. E quando abríamos, víamos um ao outro. Como espelho.
Senti você me abraçando, senti teu suor. Senti você inteiro. Me dei por inteira também. Tudo para te receber. O nosso sexo. O último e o melhor.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Saber que estamos. Entre todas as coisas, estamos. Entre tantas pessoas, estamos. Isso já me faz feliz. Mas ainda não me parece satisfazer, sabe?
Daí ontem você vira pra mim e fala: "Tenho um problema". Eu já sabia o que vinha, eu conheço o teus olhos infinitos, sei quando você faz as coisas sem pensar e depois fica se culpando.
E não esperou muito, não, simplesmente vomitou que tinha ficado com alguém.
Eu não sei. Subiu de novo aquele gosto de sangue na minha boca, gosto de raiva. Saí, fui pro outro ambiente do bar, se não eu sabia que meu lado alemão não ia se aguentar, e era capaz mesmo de tentar te machucar, pra devolver a dor.
Você foi atrás, me deu um beijo suave, falou que gostava de mim, que tava se sentindo mal.
Aí eu não quero. Não sei.
Fico na dúvida.
Essa dúvida que você coloca em mim que nunca ninguém colocou.
Daí ontem você vira pra mim e fala: "Tenho um problema". Eu já sabia o que vinha, eu conheço o teus olhos infinitos, sei quando você faz as coisas sem pensar e depois fica se culpando.
E não esperou muito, não, simplesmente vomitou que tinha ficado com alguém.
Eu não sei. Subiu de novo aquele gosto de sangue na minha boca, gosto de raiva. Saí, fui pro outro ambiente do bar, se não eu sabia que meu lado alemão não ia se aguentar, e era capaz mesmo de tentar te machucar, pra devolver a dor.
Você foi atrás, me deu um beijo suave, falou que gostava de mim, que tava se sentindo mal.
Aí eu não quero. Não sei.
Fico na dúvida.
Essa dúvida que você coloca em mim que nunca ninguém colocou.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Para você que foi, um recado.
Olha, eu não sou garota de ficar dando aí pra qualquer um, mas sexo é uma necessidade FISIOLÓGICA, entende? E pra mim, muito mais FISIOLÓGICA do que para os outros, posso te dar certeza disso.
Por isso, volte logo da sua viagem interminável antes que eu pegue qualquer um aí na rua.
Isso FOI uma ameaça.
Att
Laura
Por isso, volte logo da sua viagem interminável antes que eu pegue qualquer um aí na rua.
Isso FOI uma ameaça.
Att
Laura
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