segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mode on

E daí que parei. Parei na tua frente esperando a sua resposta. Mas aquela que nem fiz a pergunta. Sempre esperei demais das pessoas. Com você foi diferente: esperei esperar demais.

Daí que te via com cerveja gelada na mão, cheia de pessoas em volta e com todos os sorrisos. E daí que fiz que ia te beijar, olhei nos seus olhos e você perguntou meu telefone. Decorou e me apresenta para teus –muitos- amigos como “Essa aqui é a nove-oito-quatro-seis. Nove-dois-nove -um”

Daí que no dia seguinte – daquele que eu fiz você chorar porquê disse não ao convite de dormir na tua casa- pensei que não, não ia me apegar a mais uma pessoa desmiolada, que ainda por cima me chamava pelo meu telefone. “Se sou um número de telefone para você, você será para mim o número zero”, falei olhando para o espelho do banheiro, como quem toma a decisão mais importante da vida.

No outro dia, estava eu, nua, deitada de conchinha com você cheia de sorrisos. Eu e você.
E minha promessa foi por água a baixo.E todo mundo falando em meio a risinhos– até o porteiro do seu prédio - que “essa é a nova?” ou “essa é bonitona, aprovada!”. Com quem diz que você tem tantas e tantos que – quê o quê mesmo?!
Me perdi de novo na minhas teorias e tentativas de ler “entre palavras”.

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